registos, leituras, ecos, palavras, imagens, gestos, passos de dança e ensaios de voo...
aromas e sabores que (a)guardo carinhosamente





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sábado, 4 de fevereiro de 2012

tempo de voar


eram ocas as palavras
t(r)ocadas na pele nua,
melodias de sentires
i n v e n t a d o s
para me fazer sorrir
enquanto me espreitavas à janela
ou te passeavas à minha porta
apenas para me (pre)sentires

já não sou tua
e tu não és meu.
desabou a cabana de sonhos
inabilmente construída na areia,
o vento soprou
e a praia dos sonhos comuns
escondeu-se no nevoeiro do desamor

quis caminhar serena no meio da tempestade
iluminar o teu coração com o meu coração
ser raio de sol por entre as brumas,
mas o teu voo contagiou-me
e só o céu pode ser limite...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

é tempo do medo...



cavalgam
selvagens
as emoções indomáveis
velozes como o vento de ontem

correm
inflexíveis
levando consigo
os gritos das gaivotas
do sonho que (não) queres 

esconde-se
o amor suave
sensível e terno
(en)cantado pelo poeta
com palavras inventadas

é tempo do medo;
tempo do medo e da dor
de quem não se perde
na capacidade de sonhar(te)
em noites escuras

sem fim à vista
o (en)canto e o poema
o olhar e o desejo
a vontade e o querer
.
.... porque tua, já eu sou.



 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

sonhos de dias de inverno


é bom sentir-te a meu lado enquanto caminho aninhada no teu abraço. o peso do teu braço sobre os meus ombros e os movimentos do teu corpo junto ao meu fazem-me sorrir. ergo o olhar e beijas-me a ponta do nariz gelado, mergulhas o teu rosto nos meus cabelos rebeldes para inspirares o seu aroma frutado e a tua respiração faz-me cócegas. solto uma gargalhada descontraída, e penso na cabana de madeira, na lareira acesa, e no fondue de chocolate que nos esperam. lês-me o pensamento e ris comigo, ajeitas-me carinhosamente o cachecol junto ao rosto, dás-me um abraço apertado e diriges-me no caminho de regresso...