registos, leituras, ecos, palavras, imagens, gestos, passos de dança e ensaios de voo...
aromas e sabores que (a)guardo carinhosamente





quarta-feira, 14 de abril de 2010

enquanto chove

Talvez a ternura
crepite no pulso,
talvez o vento
súbito se levante,
talvez a palavra
atinja o seu cume,
talvez um segredo
chegue ainda a tempo
– e desperte o lume.


Eugénio de Andrade

(Photo by Kyokosphoto on deviantART)

o mundo fora do mundo...
num arremesso de cabelos soltos,
segredos inocentes plasmados em
sorrisos puros e olhares intensos,
terra e céu do chão que piso.

duplicidades desenhadas
em aguarelas marinhas
aonde o vento me arrasta
quando me sopras ao ouvido
gestos de paixão
que traduzo tendenciosa...


3 comentários:

b ú z i o disse...

tu e o o eugénio são como eu e o neruda ;)

adorei a 2ª estrofe, sobretudo a expressão "aguarelas marinhas/aonde o vento me arrasta" - é lindo.

(esta música de fundo é mt triste, Ivy, quase me faz chorar, porque esse é o efeito dos violinos sobre mim)


quanto àquele escrito que comentaste, é dedicado a quem tem medo de amar mas, no entanto, possui uma imensa riqueza interior.

bj e dia feliz

b ú z i o disse...

essas flores são brincos de princesa :)

Anónimo disse...

;)










(um piscar de olho não-anónimo)