registos, leituras, ecos, palavras, imagens, gestos, passos de dança e ensaios de voo...
aromas e sabores que (a)guardo carinhosamente





sexta-feira, 28 de maio de 2010

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perdoa-me as lágrimas infantis e trapalhonas, a ausência de savoir faire, a impertinência dos pedidos que te faço mentalmente para que voltes... perdoa-me se não sei viver sem ti, ou sem a tua presença - promessa de futuro. perdoa se em plena primavera insisto em ter frio e a cobrir-me de choros convulsivos e soluços escondidos... sabes, por vezes, criamos imagens, antecipamos cenários, imaginamos sentimentos, sonhamos, sonhamos, sonhamos e sem dar por isso vivemos algo que não existe... acabei a acreditar no que criei, abstraí-me da realidade certa de que o presente era apenas mais um de tantos obstáculos que a vida nos ensina a transpor. fui eu quem não regressou atempadamente, não querendo aceitar que a vida pode mais, que o tempo rege os dias e que querer não é poder... ou que o adeus seria inevitável.

partiste e não te censuro. sei que a vida é um rio imparável, um rio que corre beijando as margens, alimentando as árvores e as flores, acariciando as aves (que são os nossos sonhos), mas sempre, sempre avançando... às vezes mesmo galgando os sulcos mais profundos, outras vezes arrepiando caminhos, ocasionalmente existem momentos de calmaria mas não há barragem que nos sustenha eternamente, o destino é o mar... ou o amar, como um dia acreditei... tu partiste, e eu não queria...

3 comentários:

b ú z i o disse...

exemplo de uma tristeza bem descrita, e bonita... mas preferia que tivesses escrito uma tontice, uma banalidade, se estivesses feliz!

bj mt grnd

não-anónimo disse...

...

BlackQuartzo disse...

tristote...